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terça-feira, 3 de julho de 2007

O Correio mente, mais uma vez!!!

Correio Popular (27/06/2007)
Xeque-Mate - EDMILSON SIQUEIRA edmilson@rac.com.br

Delinqüência

Todos os "líderes" da invasão da diretoria acadêmica da Unicamp deveriam ser expulsos da universidade. Além de já terem cometido um ato passível de expulsão,desobedecem à ordem judicial e, agora, zombam da lei, fazendo ironia tanto contraseus superiores na escola quanto contra a Justiça. O caso vai além da simplesimpunidade: tanto a Justiça, que não obriga o cumprimento da sentença dereintegração de posse, quanto as autoridades educacionais, que hesitam em aplicar
alei, estão simplesmente incentivando a delinqüência. Falsa aluna E tem mais: segundo fonte da coluna, a mulher de tranças estilo dread lock ourastafari que apareceu na primeira página do Correio de ontem não é estudante daUnicamp, embora faça pose de "líder da ocupação". Trata-se de uma petista, deprenome Vívien, conhecida na Unicamp pelas suas campanhas pró-Lula e por suaparticipação nos movimentos dos servidores. Ou seja, não é só com estudantes que sefaz uma invasão.

Correio Popular (29/06/2007)
Confirmando 1


Um assíduo leitor da coluna - e petista ferrenho - enviou e-mail dizendo que aservidora da Unicamp flagrada fazendo pose de aluna invasora da diretoria acadêmicanão é petista e, mais, é crítica do governo Lula, ao contrário do que foi publicado.Pode até ser que ela tenha se desfiliado do PT, mas a fonte da coluna confirmou: "aVivien (esse seu primeiro nome) é clara e historicamente militante do PT, sobre tudo lulista, oriunda e formada nas comunidades eclesiais de base do Jardim São Vicente".Confirmando 2 A fonte garante ainda que "no movimento dos funcionários da Unicamp articuladecisivamente no grupo petista, de ferrenha oposição ao PCdoB". E, claro, o assíduo leitor dacoluna que quis contestar a nota em momento algum contestou o fato principal: elanão é aluna, mas faz parte da turminha que invadiu a diretoria acadêmica. Deveriaser demitida a bem do serviço público e por justa causa, já que cometeu falta grave.

Fonte: Correiro Popular Digital
Texto apresentado junto ao pedido de "Direito de Resposta" ao Correiro Popular:
Em resposta à nota da Coluna Xeque-Mate dos dias 27 e 29/06, trago ao conhecimentopúblico informações desconhecidas, ou propositalmente omitidas, pelo Sr. EdmilsonSiqueira. Aparentemente o Sr. Siqueira desconhecia o fato de eu ser funcionária da Unicamp e não aluna. Contudo, tal informação não trouxe nenhuma novidade ou surpresa àComunidade Universitária, uma vez que, por trabalhar na Unicamp há mais de 20 anos eestar sempre presente nas lutas dos funcionários, seja em campanhas salariais, sejaem movimentos em defesa da universidade, uma parcela bastante considerável dosintegrantes da Comunidade Universitária me reconhece.No momento da referida foto, não só eu, mas dezenas de funcionários, dezenas dealunos e inclusive um professor que havia acabado de fazer um debate com ospresentes, discutindo "a democracia", estávamos usando o crachá de LIDER DAOCUPAÇÃO, numa clara demonstração de solidariedade aos estudantes e de protesto àameaça da reitoria de punir os líderes da ocupação da Diretoria Acadêmica.Cabe lembrar que tal ocupação se deu no contexto de uma greve em defesa da AutonomiaUniversitária, movimento que teve participação dos três segmentos da Universidade -professores, funcionários e estudantes. Autonomia esta que, para além dos Decretosdo Governador Serra, está bastante ameaçada na Unicamp, visto que já há muito tempohá a implementação de uma política de redução de vagas de professores efuncionários, precarização e terceirização dos postos de trabalho, contingenciamentode verbas para política de recursos humanos e carreira dos funcionários, carreiraesta aliás, existente apenas no momento do CRUESP negar-se a atender a reivindicaçãode reajuste linear de R$ 200,00, com o insólito argumento de que prejudicaria acarreira dos funcionários. A Autonomia Universitária também está ameaçada a partir do ataque que é feito aocaráter público da universidade, vinculando suas pesquisas cada vez mais aosinteresses da iniciativa privada e de grandes empresas e agora, mais explicitamente,no ataque que está sendo feito à ocupação da DAC. O movimento estudantil tem o direito de decidir sobre suas formas de atuação, e escolheu o instrumento daocupação para expressar seu descontentamento com a política da administração dauniversidade. Isso não dá a ninguém o direito de condená-los ou solicitar puniçãoaos envolvidos no movimento. Há na universidade, local teoricamente do livre pensar, uma elite que se julga "donada verdade", e que se pretende a única com direito de expressão de suas opiniões.Tal elite qualifica a ocupação dos estudantes de violenta. Violento é o fato departe da moradia estudantil estar desabando, colocando em risco seus moradores.Violento é diminuir o quadro de funcionários e professores ao mesmo tempo em que seamplia vagas, de modo a causar sobrecarga de trabalho e diminuir a qualidade dosserviços prestados. Violento é inviabilizar negociação unilateralmente durante ummovimento que deveria ter a parceria dos reitores por se tratar da defesa dasUniversidades Públicas Paulistas. E violência maior é alardear listas de docentes daUnicamp condenando a ocupação e pedindo que medidas sejam tomadas para acabar com aocupação. Isso é fácil, senhores: basta que usem seu "poder de influência" parasolicitar ao Reitor da Unicamp que volte a negociar com o movimento estudantil aoinvés de fazer coro com os que criminalizam os movimentos sociais. O atual movimento grevista se concretizou num momento importante de reflexão arespeito de qual universidade estamos oferecendo à população. Com certeza precisamosrepensar uma universidade que, além de se entregar aos interesses do mercado, sefecha às camadas pobres da população, elitizando cada vez mais o acesso àuniversidade e que, infelizmente, opta pelo arriscado caminho da repressão e dodesrespeito às diferenças, na exata contramão de sua atuação em tempos difíceis dahistória brasileira. A greve dos funcionários foi encerrada com a declaração pública de apoio à greve dosestudantes e respeito irrestrito às suas formas de organização. A última assembléiada categoria aprovou também o retorno à greve caso haja alguma punição aosgrevistas, sejam funcionários, professores ou alunos. Outro aspecto, menos importante, mas que também explicita a desinformação do Sr.Siqueira e suas fontes, é que em 31/07/2002 o PT/Campinas protocolou minha cartarequerindo minha desfiliação ao PT. Fazia campanha para Lula quando sua candidaturatinha projeto radicalmente diferente dos de 2002 e 2006. Me orgulho de tê-la feito,assim como tantos outros lutadores e sonhadores de uma sociedade humanitária.Contudo, o PT de hoje, assim como seu presidente, não contam com o meu mínimo apoioou concordância. A insistência do Sr. Siqueira em afirmar que fiz pose de invasora e me vincular aoPT, mostra sua intenção de descredenciar o movimento estudantil da Unicamp, uma vezque é público que os funcionários da Unicamp, ao decidirem por sua saída da greve,aprovou "apoio à greve dos estudantes e o irrestrito respeito às suas formas deorganização".Quanto à opinião do jornalista, de que eu deveria ser demitida por justa causa porter cometido falta grave, se deve a um problema de leitura do distinto senhor e suasfontes - o que fiz não é grave, é GREVE.Para quem se pretende jornalista, o Sr. Siqueira deveria, no mínimo, tentar seinformar melhor a respeito dos assuntos que quer abordar em sua coluna dedesinformação, bem como qualificar sua rede de informantes.

Vivien Helena de Souza RuizFuncionária da Unicamp desde 1986